HISTÓRIA DA ELF

RAP, SNPA, BRP: os antepassados da Elf Aquitaine

A primeira página da história da Elf Aquitaine é escrita em 14 de julho de 1939.
Nesse dia, é descoberta uma jazida de gás em Aquitania, em Saint-Marcet.
O descobrimento confirma as expectativas da França; a partir de 1930, foi lançado um grande programa de exploração do território com o objetivo de garantir o fornecimento de energia em todo país.

Após esta primeira descoberta, surgiu a Régie Autonome des Pétroles (RAP, Administração Autônoma de Petróleos).
Esforçados por este primeiro êxito, as prospecções prosseguem no sudoeste da França com a criação, em 1941, da Sociedade Nacional de Petróleos de Aquitania (SNPA).
Por sua parte, a criação do Centro de pesquisa e petróleo (BRP, Oficina de Exploração Petrolífera), em 1945, mostra a ambição francesa de superar suas fronteiras para procurar petróleo em alto mar.
RAP, SNPA, BRP: nascem os antepassados da Elf Aquitaine. 

1949-1965: as grandes campanhas

Lacq na França, Edjeleh, Hassi-Messaoud e Hassi R'Mel no Saara, o golfo de Guinea: são nomes que todavia trazem grandes lembranças para os geólogos e exploradores franceses. Porque, graças à prospecções difíceis, os procuradores de ouro negro tornaram-se credores de uma merecida fama.

De 1949 a 1960, os equipamentos franceses percorrem o mundo inteiro e realizam descobrimentos que dão à França a independência petroleira que procurava.

Como o ritmo de produção era bem alto, é acrescido um complemento indispensável: o refino e a comercialização. Para isso, são criados a União Geral de Petróleos (UGP) e, mais, tarde, a União Industrial de Petróleos (UIP).

Em dezembro de 1965, nasce a ERAP (Empresa de Exploração e Atividades Petroleiras) mediante a fusão da RAP e do BRP, holding para todas as sociedades existentes na época; entre elas, encontram-se a SNPA –que passa a ser a principal filial a UGP – que reúne no centro da UGD (União Geral de Distribuição) às companhias de distribuição.

A ERAP significa realmente a carta fundamental do futuro grupo -Elf Aquitaine, formando deste modo uma verdadeira cadeia de atividades, presente desde o poço até o abastecimento.

Os círculos vermelhos

Em 27 de abril de 1967, o Grupo vendia seus produtos sob nomes diferentes.

Em 28 de abril 1967, já tinha una única denominação: Elf.

Três letras e um logotipo vermelho e azul para anunciar que o Grupo está unido e integrado.

Elf toma o controle de Antar, o que lhe permite fundir suas raízes no passado mais distante da especialidade da exploração. Com efeito, na origem de Antar encontra-se a jazida de Pechelbronn, descoberto em 1498 e cuja produção começou sob o reinado de Luis XV e não concluiu até 1964... Um bom presságio para uma marca recém nascida!

Os anos setenta marcam o descobrimento das primeiras indústrias de plástico: Elf entra nas formidáveis perspectivas da química e do plástico com a criação da Ato Chimie em 1971, afirmando deste modo a vocação química e moderna do Grupo.

Infelizmente, os grandes descobrimentos no Saara desaparecem em 1971 com a nacionalização dos ativos do grupo na Argélia.

O Grupo passa então a lutar em novos terrenos: os exploradores investigam o mar e realizam novos descobrimentos como a jazida gigante de gás de Frigg no mar do Norte (norueguês e britânico) que compensará em parte a perda das jazidas argelinas.

A ampliação das atividades

1972: incorporação à União Chimique Elf Aquitaine (UCEA; Unión Química Elf Aquitaine) dos ativos da SNPA e do Erap em Elf União e a Sociedade de Estudos Técnicos e Comerciais (SETEC). Esta incorporação afeta os produtos químicos de base e a produção de matérias plásticas.

Após ter lutado para encontrar e conservar o petróleo, é necessário esforçar seu tratamento: porque com a primeira crise do petróleo, o preço do barril é disparado e começa a crise do refino.

Diante da crise, Elf confirma sua vontade de se diversificar em todas as especialidades relacionadas com o petróleo e a química. Toma então a decisão de se desenvolver no setor da saúde e da beleza, com a criação da Sanofi em 1973.

De 1983 até a privatização

Diante da consolidação de suas posições na indústria petroleira, apoiando-se em seus tantos numerosos descobrimentos, e graças ao êxito da reconversão da química e do desenvolvimento de Sanofi, Elf Aquitaine já conta com três setores fortes: os hidrocarbonetos, a química e a saúde.

Em 1988, Elf Aquitaine prossegue sua internacionalização com a compra de RTZ Oil and Gas e dos 25% de Enterprise Oil na Grã-Bretanha.
Em 1989, a compra da companhia química dos Estados Unidos Pennwalt, reafirma o desenvolvimento da Atochem na química de processos e lhe permite alcançar uma dimensão mundial.
Em 1991, a ação da Elf Aquitaine passa a cotar na New York Stock Exchange.
Em 1993, com a tomada do controle da Yves Saint Laurent, Sanofi converte-se em uma das mais importantes companhias da perfumaria com um prestigio mundial.
1994 é outro grande ano para o Grupo e para Sanofi que adquire a divisão farmacêutica da Sterling Winthrop e consolida deste modo seu escritório internacional no setor da saúde.
Para Elf, chegou à hora da privatização. Será feita realidade em 1994 e será ativada em 1996 com a cessão da participação residual do Estado no capital da SNEA.

Da privatização à fusão

1995: criação da filial Elf Aquitaine Gaz.

1996: o Estado sai do capital da Elf Aquitaine e conserva somente uma “ação de ouro”.

1996: compra pela Elf Aquitaine de Findley Adhesives Inc. nos Estados Unidos e criação da Ato Findley.

1998: criação do Instituto Elf e da filial Atoglas.

2000: fusão da Totalfina com a Elf Aquitaine: nasce TotalFinaElf.

2000-2003: o começo de uma nova era.

2000: fusão entre Totalfina e Elf Aquitaine:
Nascimento da TotalFinaElf, 4ª companhia petroleira mundial.
Objetivo: criar um líder petroleiro mundial, um Grupo maior, mais sólido, mais competitivo e capaz de tratar de igual para igual os gigantes do setor.

2003: TotalFinaElf passa a se denominar TOTAL.
Após realizar duas fusões, o Grupo manifesta deste modo sua vontade de responder de forma duradoura diante da inovação e a ação às necessidades energéticas dos homens.